O Chanceler Celso Amorim realizou hoje visita histórica a Bucareste, a convite de Teodor Baconschi, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Romênia. No contexto dos mais de 80 anos de relações diplomáticas entre os dois países, trata-se da primeira visita de um chanceler brasileiro, além de ser a primeira de um ministro das relações exteriores latino-americano desde a adesão da Romênia à União Européia.
Amorim e Baconschi analisaram o atual estádio das relações bilaterais, no sentido de criar as premissas para uma cooperação pragmática e substancial, sobretudo no campo econômico. A agenda do encontro ainda incluiu assuntos de interesse regional e global, como por exemplo a reforma do Conselho de Segurança da ONU, a questão nuclear iraniana e a reunião do G-20 em Toronto.
Ao término das conversações, os dois Ministros de Estado participaram de uma conferência de imprensa, na sede da Chancelaria romena.
Graças à frutuosa colaboração da Embaixada do Brasil em Bucareste com o Museu Nacional Filatélico, foi inaugurada hoje de manhã, no salão Butculescu daquela instituição, a exposição "Janelas para o Brasil", composta por coleções de selos postais que refletem diversos aspectos da cultura brasileira e que já foram exitosamente expostas em Belgrado e Sófia.
Em seus discursos, os embaixadores Vitor Gobato e Petre Dumitriu lembraram a feliz coincidência de Brasil e Romênia terem ambos sido pioneiros na emissão de selos postais - o Brasil como o segundo país no mundo a emitir selos de circulação nacional, a Romênia como o primeiro país desta parte da Europa. A denominação dos selos também se aparentam: o olho-de-boi brasileiro (1843) e o cabeça-de-boi moldavo (1858) constituem hoje peças de resistência em qualquer coleção de selos mais séria.
Da abertura participou numeroso público, dentre eles diplomatas latino-americanos, autoridades do correio romeno e do Ministério das Comunicações, filatelistas, jornalistas e amigos do Brasil, que, após visitar a exposição ao som de música brasileira ambiente, foi convidado a um coquetel para celebrar a exposição, que permanecerá aberta ao público até o dia 10 de julho de 2010.
Sublinhando sua importância como capital da Moldávia entre 1564 e 1859, Iasi pode se orgulhar de duas grandes visitas de potestades em sua área. Embora permaneça debaixo de espessos e controvertidos véus - o do tempo e o do interesse geopolítico - o encontro ocorrido entre o príncipe moldavo Dimitrie Cantemir e o tzar Pedro o Grande em Iasi, em junho de 1711, há dados contundentes que comprovam a visita que o Imperador do Brasil realizou à cidade 165 anos mais tarde.
Os apontamentos de Pedro d'Alcântara não deixam sombra de dúvidas quanto ao célebre encontro com o jovem Eminescu, mencionado na postagem anterior. Como também noticiam o apreço que o soberano nutriu por uma jovem estudante de canto que viria a se tornar a famosa soprano lírica Hariclea Darclée (na foto), apreciada por Verdi e Puccini, dentre tantos outros profissionais da música de sua época. Ao ouvi-la num recital exclusivo realizado no Palácio Roznovanu de Iasi, o imperador teria exclamado: "É o rouxinol romeno!"
O pesquisador Couto Bulhões ainda encontrou, dentre as anotações esparsas em papeluchos soltos que fazem parte dos apontamentos do soberano brasileiro, memórias de cunho bem menos formal, que parecem remeter a Natalia Kescu, bela moldava de origens nobres, que alguns anos mais tarde viria a se tornar, por casamento, rainha da Sérvia: "Não logro escapar dos olhares penetrantes de Natalia, formosa moldava que freqüenta os círculos do Palácio Rosnovano." Cabe lembrar que Dom Pedro II deixara a Imperatriz Tereza Cristina em Odessa antes de empreender o seu périplo por terras romenas. [A continuar.]
Era conhecida a predileção do imperador brasileiro em viajar incógnito. Pesava-lhe a coroa, gostava de cruzar as fronteiras e de ser recebido simplesmente como Pedro d'Alcântara. O cerimonial o enfastiava e tomava seu tempo, que preferia usar para conhecer lugares novos, conversar com grandes personalidades de sua época e estudar.
Sua viagem, em 1876, por aquilo que é hoje o atual território da Romênia, deve ter tido muito sucesso nesse sentido, pois são raríssimas as fontes que mencionam sua passagem. Segundo Couto Bulhões, após partir de São Petersburgo no início de setembro para Moscou, Dom Pedro II teria chegado em 18 de setembro à Criméia, para se encontrar com o tzar Alexandre II em sua residência de verão. Em 14 de novembro de 1876, o imperador chegava ao porto de Beirute. Ora, deparamo-nos aqui com quase 2 meses sobre os quais se conhece apenas a sua passagem por Odessa - onde foi convidado a ler a Torá na sinagoga local no dia 22 de setembro -, Constantinopla e Atenas. Onde teria passado Pedro d'Alcântara o resto de todo aquele tempo?
Couto Bulhões, tenaz em sua minuciosa pesquisa e tendo acesso a inúmeros arquivos, descobriu o registro de um certo Conde "Petru Alcantara" como hóspede especial de Carol I no Palácio Roznovanu de Iasi em 29 de setembro de 1876.
Parece que o soberano brasileiro insistira em visitar a capital moldava sobretudo para conhecer Avram Goldfaden, artista sobre o qual ouvira falar em Odessa e que acabara de se instalar em Iasi e lá fundar o primeiro teatro iídiche do mundo.
Infelizmente não se sabe com certeza se o encontro com Goldfaden aconteceu, mas outro, relativamente mais importante, teve lugar em Iasi com o diretor da Biblioteca Central, um jovem brilhante de 26 anos e cabelos fartos que era ninguém mais ninguém menos que Mihai Eminescu - o poeta nacional romeno (retrato ao lado, de 1869), que se tornou seu cicerone ao guiá-lo pelo Museu de História Natural, o Jardim Botânico, a Universidade de Medicina - primeiras instituições desse tipo no território romeno -, o parque Copou e o mosteiro Trei Ierarhi.
"Almocei com Eminesco, que logo conheci pela fotografia. De Eminesco não é preciso falar. Deu-me um maço de poemas de sua própria lavra, impressos na revista Convorbiri literare e, depois do almoço, passeamos bastante pelo parque Copou, fazendo-me ele muitas perguntas acerca do Brasil", anotou Dom Pedro II em seus apontamentos de viagem. [A continuar.]
O Museu Nacional Filatélico (Calea Victoriei 12, Bucareste) inagurará quinta-feira, 10 de junho, às 11 horas, a exposição filatélica “Janelas para o Brasil”, organizada pela Embaixada do Brasil em Bucareste.
A exposição é formada por quatro coleções, por cujo intermédio o público romeno terá a possibilidade de conhecer melhor o Brasil.
A coleção “Janelas para o Mundo” apresenta selos emitidos no Brasil entre 2005 e 2007, com o objetivo de familiarizar o público com o maravilhoso mundo dos selos. Os selos ilustram esportes, valores culturais e naturais brasileiros, mostrando cenas da vida quotidiana dos brasileiros vistas através de janelas.
A coleção “O indígena e a proteção da natureza”, formada por selos emitidos pela EBCT, foi realizada graças à colaboração com a FUNAI. A coleção mostra o indígena e suas origens, sua luta pela sobrevivência, sua arte e modo de vida, revelando também os problemas da integração cultural. A coleção reflete o papel do indígena na proteção da natureza e na luta pela sua terra.
O futebol, paixão nacional dos brasileiros, é o tema da coleção “Transformando a arte do futebol em selos”, realizada pela EBCT para marcar os 50 anos da conquista brasileira da primeira copa mundial, em 1958. As 23 lâminas que compõem essa coleção apresentam selos brasileiros dedicados ao futebol, no período 1957-2007. Ao longo da história do futebol, o correio brasileiro comemorou, por meio dos selos postais, as glórias e as conquistas desse esporte amado por todos os brasileiros e que foi consagrado pela genialidade de jogadores como Garrincha, Pelé, Nilton Santos, Didi, Ronaldo, Kaká e Lúcio.
Os visitantes do Museu Nacional Filatélico poderão ainda descobrir o “Universo postal através da visão feminina”. A coleção reúne selos concebidos por seis artistas mulheres que colaboraram com a EBCT nos anos 70 e 90 do século passado, oferecendo feminilidade, beleza e graça aos desenhos da filatelia brasileira. Elas são Ivonne e Rosalia Demonte, Lucia Ramos, Martha Poppe, Pietrina Checcaci e Raquel Braga. Formadas em belas artes, marketing, publicidade e com experiência como ilustradoras de livros e revistas, as criadoras dos selos expostos nessa coleção foram premiadas em vários salões de arte.
A exposição poderá ser visitada até 10 de julho de 2010.
Entre 3 e 6 de junho de 2010, ocorreu em Iasi o III Festival Internacional de Capoeira, organizado pela Associação Esportiva K-Noi sob a direção de Iulian Dumitru, com a participação de mestres capoeiristas brasileiros e com o apoio da Embaixada do Brasil em Bucareste.
Hip hop-ul întâlneşte febra braziliană şi dansul contemporan într-un spectacol inedit miercuri, 02 şi joi 03 iunie 2010, ora 19, la Sala Izvor a Teatrului Bulandra. 11 dansatori brazilieni, pe două spectacole ale companiei de dans contemporan Käfig, vor aduce publicului bucureştean o doză de frenezie, la invitaţia Institutului Francez şi a Ambasadei Franţei în România.
Programul se compune astfel din două piese de câte 30 de minute: Agwa (apă), coregrafie creată de Mourad Merzouki în septembrie 2008 în cadrul Bienalei de dans de la Lyon şi Correria, unde se regăseşte mai degrabă hip-hop-ul intens şi brut al dansatorilor brazilieni. Coregrafia Agwa a lui Mourad Merzouki este plasată sub semnul apei şi distilează picătură cu picătură un mesaj ecologic privind acest element fundamental. În Correria, coregrafia pleacă de la un cotidian alert, în contratimp, o cursă frenetică şi trepidantă, ca cea care ne guvernează în prezent vieţile.
Recentemente, um amigo chamou minha atenção para um livro menos conhecido do igualmente obscuro historiador Couto Bulhões (na foto, em seus anos de mocidade) que, malgrado suas detalhadas pesquisas interdisciplinares, de importância internacional, centradas sobretudo nas mais diversas áreas da História e da Museologia, caiu imerecidamente no esquecimento de seus concidadãos brasileiros.
Professor na cátedra de História da tradicional universidade finlandesa de Turku, esse amigo teve a gentileza de apontar, dentre as inúmeras obras de Couto Bulhões, todas densas e de vivo interesse acadêmico, uma que aqui nos interessa de maneira especial: "O Imperador Errante", fruto de intensa pesquisa realizada em diversas bibliotecas, arquivos públicos e pessoais, de Petrópolis a São Petersburgo, a propósito da viagem que Dom Pedro II realizou à Europa em 1876, vindo de sua exitosa visita aos Estados Unidos da América.
Embora tema de diversos volumes, dentre os quais alguns assinados por Argeu Guimarães, a viagem empreendida pelo "neto de Marco Aurélio" (como apelidou-o Victor Hugo) pela Europa, em especial pelo Leste europeu, sofre ainda de várias lacunas que aparentemente só o trabalho dedicado, honesto e paciente de Couto Bulhões logrou um dia revelar para o grande público.
Dentre essas lacunas, consta a viagem que o imperador brasileiro realizou, incógnito, pela Bessarábia, Moldávia, Valáquia e Transilvânia, numa Romênia prestes a declarar sua independência do então Império Otomano e em territórios ainda sob dominação russa e austro-húngara. Sobre essa viagem vamos nos debruçar detalhadamente nas próximas postagens. [A continuar.]
Interesul meu pentru Brazilia a inceput de mult, imi amintesc ca fantasticam deseori cu prietenii mei din copilarie cum ar fi aceasta tara, desigur atunci eram doar copii, fantazia era lumea noastra, totul era frumos si usor de ajuns acolo, doar sa inchizi ochii si ai ajuns.
M-am nascut in Bacau, am 26 de ani, sase i-am petrecut in Italia iar acum locuiesc in Brazilia. La invitatia unor prieteni brazilieni pe care ii cunoscusem in Italia am ajuns aici, imi amintesc stralucirea soarelui la coborarea din avion iar frumoasele reflexe pe care frunzele palmierilor le faceau m-au incantat.
Prima mea destinatie a fost in inima Braziliei intr-un oras numit Goiânia, capitala statului Goiás, nu este un oras turistic dar am avut destule experiente frumoase aici si multe lucruri inca ma mai surprind. In schimb, statul Goiás ofera nenumarate atractii turistice naturale sau orase coloniale care te incanta cu aspectul tipic viu colorate al epocii colonizatorilor portughezi. Unul dintre acestea este orasul Goiás, care poarta acelas nume al statului din care face parte, dar nu s-a chemat intotdeauna asa, portughezii care i-au pus bazele l-au numit Vila Bela si intr-adevar este un loc frumos. In acesta am petrecut momente minunate, un oras pe care unii il considera o perla a Portugaliei la o distanta de mii de kilometri de ea.
In Caldas Novas, cum o spune si numele, apele calde vulcanice te fac sa te simti ca un nou nascut; aici am petrecut multe zile de relax. Mergand mai la nord am ajuns in Aruana, un orasel pe malurile raului Araguaia, traversandu-l se ajunge in statul Mato Grosso; aici am asistat la cel mai frumos apus de soare din cate vazusem.
Un alt oras colonial din statul Goiás este Pirenópolis, care m-a incantat cu casele frumos colorate, strazile pietruite si frumos iluminate iar ca sa ma racoresc am mers la cativa kilometri departare de oras la una din multele cascade de pe aici, despre acest loc multi locuitori mai superstitiosi spun ca ar fi locul de aterizare a unor farfurii zburatoare, eu pot sa spun doar ca este foarte frumos.
Calatorind in statul Minas Gerais, stat in care este puternic dezvoltat mineritul dupa cum o spune si numele, am ajuns in orasul Ouro Preto, [sus dreapta] care pe timpul faimosului sculptor nascut aici Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), se numea Vila Rica. Primul lucru l-am observat a fost dificultatea cu care se circula pe strazile de aici deoarece sunt de o inclinatie coplesitoare. Bisericile in stil baroc sunt uimitoare; a fost destul de greu ma plimb prin oras deoarece totul este urcare si coborare dar a meritat efortul. Ultima calatorie a fost in statul Rio de Janeiro cu destinatia Búzios, aici plimbarea prin oras a fost foarte placuta iar apusul l-am admirat asezat pe banca impreuna cu Brigitte Bardot, adica cu statuia ei asezata comod cu privirea catre marea de o frumusete unica.
Urmatorul loc pe care il voi vizita in Brazilia nu stiu care va fi, dar de un lucru sunt sigur: gandul imi este mereu acasa in Romania.
Invitat de TPRB sa scrie un text despre "Brazilia sa imaginara", Jacky Meirovici (n. Bucuresti, 1972) a facut amabilitatea de a ne trimite urmatoarele cuvinte:
Pentru un român, pentru un european in general, imaginarul Braziliei se naste şi se hrăneşte din tensiunea distanţei din totalfamiliarsi perfect străin. Pentru o Europă ce îşi defineşte paradigma culturală ca fiind aceea a catolicismului si, consecutiv, a catedralelor, catolicismul brazilian, cu excesivitatea barocă şi sălbatică este siderantă. Pentru trăitorul într-o micăţară est-europeană, posibilitatea de a parcurge mii de kilometri fără ca ţara să devină străinătate deconcertează. Pentru omul postmodern occidental, supratehnologizat şi urban, existenţa unor triburi necunoscute care atacă elicoptere cu săgeţi îngrozeşte.
Brazilia, poate mai mult ca oricare loc pe Pământ, pare a fi un ţinut îndepărtat şi necunoscut, imposibil de domesticit şi stăpânit. Deşi cucerit cu Crucea şi Spada pentru Coroana lusitană, pamântul acesta pare mai recalcitrant si mai neobedient decât cele din jurul său, stăpânite de spanioli. Este poate săngele negru, care şi-a luat aici revanşa libertăţii?
Ar trebui să ne întrebăm, cu prudenţă: exista un imaginar "românesc" al Braziliei? Cu alte cuvinte, există ceva la noi, românii, care ne apropie mai mult de acel ţinut, care ne atrage şi fascinează mai mult decăt, să zicem pe francezi sau cehi? Poate că da. Nu e aici vorba despre locurile comune ale latinităţii care ne dezvăluie laturile comune. Ci, aş spune, de o fraternitate în alteritate. România, acel ţinut la marginea Occidentului (şi poate dincolo de ea), există în imaginarul european ca o ţară populată de vampiri şi vârcolaci, abia intrată în modernitate. Contrastul dintre realşi fantasmat este cred, similar, la cele două ţări. Brazilia şi România sunt două locuri despre care mai mult se imaginează decât se ştie, în care legenda e mai funcţională ca orice ghid turistic.
Ce mi se pare că apropie în plus cele două ţări este o aparentă lipsă a esenţei tragice în aluatul naţional. Deriziunii şi suprarealismului românesc îî corespund, în peisajul brazilian, un soi de exhibiţionism nonşalant. Lupta devine dans şi mizeria extremă atracţie turistică.
Imensitatea teritoriului aseamănă Brazilia unei alte planete. Ce hrăneşte însă imaginarul nueste dimensiunea – căci ar fi aplicabile şi Statelor Unite, Canadei sau Rusiei – ci heterogenitatea fecundă a straturilor culturale. Rădăcinile fabulosului stau tocmai în metisajul dintre un spaţiu de necuprins şi senzaţia de permanent nou adică, la limită, de veşnic necunoscut.
Există loc, in general, astăzi, unui imaginar geografic? Cu milioane de fotografii accesabile pe internet sau explorarea cu programe de tip Google Earth, Brazilia ne este imediat accesibilă. Carnavalul din Rio, atracţii ca Ipanema şi Copacabana, statuia lui Cristos din Corcovado, jungla sau imensul sertão, cascada Iguaçu, sunt imediat explorabile si vizibile. Pentru mine, care nu am călcat vreodată pe acele meleaguri, elenu reprezintă Brazilia, elenu răspund la nedumeririle mele privind un loc în care oamenii au nume ciudate, asemenea unui Don Quixote care a devenit realitate (unde aţi mai auzit de nume ca Mozart Camargo Guarnieri sau Radamés Gnattali?) privind o ţară care îşi zideşte capitala în mijlocul unei imense stepe, pe parcursul a 4 ani din cea de a doua jumătate a secolului trecut şi cu toate acestea reprezentând unul din cele mai perfect plănuite şi construite oraşe din lume, privind o societate în care coexistă aparent pacific, descendenţii portughezi cu cei ai Africii Negre?
Brazilia – tărâm de legende sau destinaţie turistică? Brazilia, ţara cu jungle neexplorate, plaje nesfărşite, trăind în ritmuri de samba sau Brazilia, expresie paradigmatica a terrei incognita? Poate ambele, coexistând. Chiarşi pentru cei care i-au trecut hotarul, misterul, cred, rămâne.
A Academia Brasileira de Letras e a Fundação Alexandre de Gusmão convidam para o lançamento do livro Brasil e Romênia: Pontes Culturais, do professor Ático Vilas-Boas da Mota, a realizar-se no dia 30 de março de 2010, às 15 horas, no Rio de Janeiro, na sede da Academia, localizada à Av. Presidente Wilson, 203, Castelo.
Episodul 1: Plecarea, primele impresii, acomodarea.
Aventura vietii mele avea sa inceapa exact acum un an, cand m-am decis sa las copilariile deoparte si sa fac ceva pentru societatea in care traiesc. La sfatul unor buni prieteni m-am inscris intr-o organizatie studenteasca al carei rol este acela de a pregati agenti ai schimbarii, oameni care sa aduca un impact nemaipomenit asupra sferei sociale in care isi desfasoara activitatile de zi cu zi. Ajuns la interviul pentru a fi selectionat in aceasta organizatie, mi s-a adresat urmatoarea intrebare: "Unde ai dori sa pleci?" Nu am stat prea mult pe ganduri si am raspuns ca mi-ar placea sa ajung in Brazilia. Evident ca raspunsul meu se baza pe tot ceea ea ce nu stiam despre aceasta tara, de aceea am argumentat ca m-as duce acolo doar ca sa vad in ce fel populatia europeana a reusit sa schimbe societatea bastinasa existenta acolo deja de mii de ani. A fost un raspuns oarecum superficial, intrucat am raspuns la primul gand, nu am stat sa aprofundez prea mult si nici nu m-am gandit la adevaratele motive la care ma gandisem cu mult timp in urma. Cred ca este visul oricui sa ajunga intr-o tara asa exotica cum este Brazilia, si chiar daca nu viseaza, dupa ce-l vei intreba de Brazilia, imaginatia ii va lucra si il va transporta pana dincolo de Atlantic, unde altundeva decat in capitala Braziliei, Rio de Janeiro. Nu nu am gresit. Stiu ca Rio de Janeiro nu este capitala Braziliei, adica nu mai este, deoarece prin 1961 daca nu ma insel, capitala s-a mutat la Brasilia in Districtul Federal. Voi vorbi un pic despre prejudecatile legate de brazilieni si de inexactitatile cu care ne confruntam din lipsa de cunoastere. Cand spui Brazilia ai crede ca automat vorbesti despre fotbal, samba, nuca de cocos, Rio de Janeiro, plaje si in ultimul rand, despre frumusetea braziliencelor. Aceasta era si conceptia mea inainte de a pleca. Acum dupa acea perioada pe care am petrecut-o acolo, pot spune ca Brazilia este un amalgam de trairi si simtiri, cum nu am mai experimentat nicaieri.
Trec direct la ceea ce inseamna primele impresii, primele momente pe care le-am petrecut pe aeroportul Salgado Filho din Porto Alegre. Mi-am vazut numele scris pe o foaie de hartie, alaturi de 2 fete frumoase, m-am bucurat, iar dintr-o data un grup imens de persoane s-a apropiat de mine, spunandu-mi ca ma vor astepta multe zile de distractie, nebunii dar si munca. Eram extenuat dupa atatea ore de zbor dar asta nu m-a impiedicat sa zambesc si sa le multumesc pentru primirea calduroasa pe care mi-au facut-o.
Intr-adevar ma asteptau zile incredibile, prietenii ce vor dura o viata, amintiri ce vor ramane mai mult decat voi putea eu sa traiesc. Voi trai prin amintirile pe care le las in urma, voi trai prin prietenii pe care mi i-am facut si voi trai prin toti cei care au interactionat cu mine. Este atat de usor sa lasi o urma, si este la fel de usor sa-i faci pe oameni sa vada ca si pot impacta mediul in care traiesc.
Primele zile mi le-am petrecut incercand sa cunosc orasul, un oras de altfel destul de mare si destul de colorat. Am fost dezorientat un pic la inceput dar spiritul meu de roman autentic m-a ajutat sa depasesc situatiile neprevazute. M-a bucurat sa vad oamenii zambind, sa-i vad mereu dornici de viata si de miscare, m-a bucurat sa-i vad discutand nu numai despre politica ci si despre familie, muzica, timp liber si altele.
Deja in viata mea se schimbase multe lucruri, si inca multe alte lucruri aveau sa se schimbe. Eram de abia la inceput si nici nu banuiam ca eu nu am sa mai fiu eu.
Incetul cu incetul aveam sa ma transform intr-un gaúcho. Acum revenit in tara, ma simt ca un peste pe uscat, ma simt situat in afara ariei mele de confort. Va urma....
Autorul despre el insusi: Ma numesc Bogdan Anghel, am 21 de ani, sunt student la Facultatea de Stiinte Politice la Universitatea din Bucuresti, in anul 3, si sunt membru al AIESEC de un an de zile dar mai activez si in cadrul altor organizatii atat guvernamentale cat si neguvernamentale. Imi place sa calatoresc, imi place istoria, imi place sa ajut la dezvoltarea durabila a unei comunitati si de aceea consider ca dorindu-ti sa ai un impact asupra societatii te va ajuta sa-ti indeplinesti multe vise. Sunt un tip prietenos si de aceea daca aveti vreo curiozitate legata de experienta mea din Brazilia, imi puteti lasa comentarii la care eu as putea sa raspund oricand. Schimbarea vine din interiorul nostru, si daca reusim sa ne schimbam pe noi insine, vom reusi sa schimbam in bine si comunitatea in care traim.
Dias 18 e 19 de março de 2010 vai se apresentar em Bucareste um dos grandes nomes mundiais do violoncelo: o brasileiro Antonio Meneses, que interpretará, junto com a Filarmônica George Enescu no Ateneu Romeno (foto do interior ao lado), a mais prestigiosa sala de concertos da Romênia, o Concerto para Violoncelo opus 104 do compositor tcheco Antonín Dvorák.
Transcrevo, a seguir, artigo intitulado Memórias de um mártir cristão no inferno do totalitarismo, de autoria de Felipe Cherubin, publicado em 17 de janeiro de 2010 pelo jornal O Estado de S. Paulo. O Diário da Felicidade, de Nicolae Steinhardt (1912-1989), é uma surpresa no circuito editorial brasileiro. Afinal, por que publicar um livro de memórias de um monge ortodoxo romeno aqui desconhecido? Primeiro, porque O Diário da Felicidade é um documento histórico, esforço pessoal do monge Nicolae para preservar a dignidade humana e manifestar resistência espiritual por meio da literatura, sendo uma resposta ao fenômeno totalitário, isto é, da capacidade humana de resistir e realizar sua plenitude, mesmo diante de intensa privação. Segundo, O Diário é uma obra-prima literária que transita por uma lista infindável de autores da cultura humanística, num verdadeiro espírito de abertura intelectual. Texto confessional na tradição socrático-agostiniana, nele a preservação da memória e a confissão sincera são aspectos indissociáveis que moldaram a vida e o pensamento do monge e revelam, sobretudo, o lado mais perverso da cultura e da política romena sob o regime comunista, entre 1947 e 1989.
Steinhardt conviveu com importantes intelectuais romenos, como Noica, Eliade, Chimet, Cioran e Ionesco. Recebeu reconhecimento do papa João Paulo II, admirador de sua obra.
As ideias que desenvolveu não se reduzem apenas ao universo romeno. Sua grande lição é que o totalitarismo, como fenômeno universal, muda de nome, mas sua natureza persiste - o fato é que a liberdade humana sempre estará diante desta ameaça.
Assim, Steinhardt não fica apenas no relato autobiográfico. Seu diário revela uma visão libertária, apresentada de forma fragmentada no decorrer do texto (por meio de flashes entre o passado e o futuro) e segue, surpreendentemente, um fio condutor coeso, que dá unidade à cosmovisão proposta e vivida pelo autor.
Essa unidade, em linhas gerais, está disposta, primeiramente, por meio da conversão de Nicolae ao cristianismo e da própria essência do que é ser cristão e, secundariamente, pela lição apresentada na forma de três soluções para o homem resistir diante da mais dura opressão, ilustrada por fatos biográficos da tríade Solzhenitsyn, Zinoviev e Churchill. As soluções, supostamente simples, são difíceis de seguir: seus escritos são uma lição de como guiar a si mesmo num cenário desesperador, dominado pelo niilismo e o absurdo.
Em O Diário da Felicidade, fica claro que Steinhardt desenvolve seu pensamento colocando o problema de Deus não em aspectos teológicos, mas antropologicamente, como drama do homem concreto - dessa maneira, são acolhidas as ideias de Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Thomas Mann, Franz Kafka e, principalmente, Dostoievski, pensadores que trataram da questão existencial, do pecado e da redenção. Citando as lições de Dostoievski, Steinhardt faz uma interessante defesa da condição humana, fundada no livre-arbítrio, apontando o mal não como criação divina, mas consequência da liberdade humana.
A grande contribuição do seu diário é resgatar a mensagem cristã original, desmistificando aquela visão do cristão como um homem recluso, pudico, que renuncia à vida da matéria em nome da conquista do paraíso. O cristianismo existencialista de Steinhardt está com os olhos no presente, em contato constante com a mundanidade e as vicissitudes da vida. É o cristianismo que agrega e abriga e que vive com o a mente e o coração em Deus, mas com os pés no chão.
No pensamento de Steinhardt, em que vida e política são indissociáveis, voltamos ao velho ideal platônico da República, isto é, devemos cultivar a virtude privada para não cairmos no vício público, procurando, assim, equacionar de um lado a lei e a ordem da vida civil e, de outro, a esfera da liberdade individual, evitando a domesticação totalitária e a anarquia.